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(c) 2011, Setúbal |
«Se te quiserem convencer
de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não
teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças
do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um
verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um
único passo do seu/nosso caminho.
Sabemos bem que é inútil
resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos
outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas
hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes.
Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha
milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e
concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à
esperança. Esta vida pertence-nos.»
- José Luís Peixoto

Temos direito a viver, e temos direito a saber o que é para nós viver, e temos direito a que esse viver possa ser diferente do viver dos outros. Mas temos que saber, acima de tudo, que temos direito a viver. Muitos de nós apenas existem, muitos de nós acham que exigem demasiado da vida. Talvez, como em tudo é preciso moderação. Mas lutar em troco de nada, não é viver, e nós temos direito a viver!
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